E ntre Londres e Portugal, Ana Maria e Tom celebraram o amor num casamento de estética dark romance, onde a música, a irreverência e o romantismo sincero marcaram cada detalhe.
Foi em plena pandemia, numa Londres suspensa pelo silêncio das ruas, que Ana Maria Velez, cantora das Just Girls, e Tom Bradley Flannagan se cruzaram pela primeira vez. O encontro aconteceu em outubro de 2020, num pub chamado “The Axe”, e foi amor à primeira vista. Unidos por uma paixão partilhada pela música rock e emo, trilha sonora das suas juventudes, renderam-se de imediato um ao outro e, desde então, construíram juntos uma vida a três: Ana, Tom e Salem, o gato.
O pedido de casamento aconteceu em Cascais, num cenário digno de cinema, à beira-mar, sob o brilho de uma lua cheia. O casal tinha viajado até Portugal para assistir a um concerto dos Blink 182, mas Tom tinha um plano extra. Assim, de joelhos, pediu Ana Maria em casamento, no seu país natal. Já de volta a Londres, as celebrações prosseguiram com um concerto de Danny Elfman no Royal Albert Hall, onde a música “The Ice Dance” se tornou símbolo do noivado… e mais tarde, da entrada da cantora na cerimónia.
O casamento civil teve lugar em Londres, numa cerimónia íntima. Já a escolha do local da cerimónia simbólica, que queriam que fosse em solo português, recaiu sobre a Quinta da Conceição, em Azeitão, um espaço de arquitetura histórica e jardins românticos que refletia na perfeição a estética sonhada pelo casal.
Com o tema “Dark Romance”, o casamento foi uma celebração da individualidade do casal, um reflexo da sua estética, das suas paixões e da ousadia que os define. Ana Maria e Tom pensaram em cada detalhe em conjunto, desde os convites às leituras, da música aos cocktails.
Por sua vez, a paleta de cores, assumidamente pouco convencional, combinava preto e dourado, numa composição dramática e sofisticada: toalhas de veludo preto, loiça e velas escuras, candelabros dourados e um bolo igualmente negro, com folha de ouro, cortado ao som de um espetáculo de fogo de artifício.
As flores acompanharam o espírito gótico-romântico do dia. O bouquet da noiva, em tons de vermelho e preto, combinava antúrios, rosas, callas, scabiosas e amaranthus. As restantes composições florais surgiram em tons nudes outonais, pontuados por toques contrastantes de escuros e brancos.
Relativamente ao dress code, pediu-se aos convidados que se inspirassem na estética “dark romance”. A saída dos noivos da cerimónia ao som de um quarteto de cordas a interpretar “The Black Parade” dos My Chemical Romance foi o toque mágico de uma celebração absolutamente inesquecível.
Famosa pelo seu estilo arrojado e pela preferência por roupa preta desde a adolescência, a artista surpreendeu todos, até as suas bridesmaids, ao surgir com um vestido na cor tradicional branca. E não foi um vestido qualquer! Escolheu o dramático “Nebula Dress” da icónica Vivienne Westwood, em seda estruturada e com linhas assimétricas, uma peça que mistura cortes históricos com modernidade rebelde. Inclsuive, foi o primeiro e único vestido de noiva que Ana Maria experimentou. Os brincos eram Alexander McQueen e os sapatos, elegantes e modernos, da Jimmy Choo (para o grande dia) e Versace (no jantar de ensaio). Por fim, as alianças foram escolhidas na Tiffany & Co..
A celebração durou três dias, e tudo começou com um jantar de boas vindas sob as estrelas, reservado à família e ao grupo mais próximo. Após o grande dia, os convidados foram surpreendidos com uma animada pool party, que manteve a mesma energia e requinte do casamento.
Entre tantos momentos especiais, a primeira dança, segundo o casal, destacou-se como um dos mais comoventes. Ao som de “Shallow”, de Lady Gaga e Bradley Cooper, o noivo surpreendeu todos com uma coreografia preparada ao longo de semanas com o apoio do coreógrafo e amigo Rycardo Gomez. No primeiro verso, ajoelhou-se, provocando suspiros entre
os convidados, um gesto de entrega que Ana descreve como “um dos mais bonitos de sempre”.
Outro momento inesquecível foi a entrada na recepção, ao som de “Enter Sandman” dos Metallica, envoltos no carinho e energia contagiante de familiares e amigos.
Entre a irreverência estética, o romantismo sincero e os detalhes cuidados, Ana Maria e Tom criaram um casamento memorável, à sua imagem: dramático, íntimo, elegante, apaixonado e absolutamente autêntico. Um verdadeiro conto de fadas… com assinatura punk-rock, claro!


