O MAAT celebra o seu 10.º aniversário com uma exposição que aproxima dois universos criativos de referência. A partir de 2 de outubro, a exposição de Joana Vasconcelos no MAAT, intitulada Vénus – Valentino Garavani pelo olhar de Joana Vasconcelos, convida o público a descobrir um diálogo único entre arte contemporânea e alta-costura. A mostra estará patente até 22 de fevereiro de 2027.
Depois de ter sido apresentada em janeiro, em Roma, na Fondazione Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, a exposição chega agora a Lisboa com uma nova abordagem. Instalado nas Galerias 1 e 2 do MAAT, o projeto foi pensado especificamente para este espaço, oferecendo aos visitantes uma experiência renovada.
No centro da exposição encontra-se Valkyrie Venus, uma escultura têxtil monumental criada por Joana Vasconcelos em 2025 como homenagem ao legado do designer italiano Valentino Garavani. Em torno desta obra reúnem-se mais de 30 criações de alta-costura e prêt-à-porter da casa Valentino, estabelecendo um diálogo direto com algumas das peças mais emblemáticas da artista portuguesa.
Entre elas destacam-se Marilyn, os icónicos sapatos de salto alto construídos com panelas, Jardim do Éden, um envolvente labirinto floral, e Coração Independente #3, uma das obras mais reconhecidas de Joana Vasconcelos.
Novas obras e um encontro entre moda e arte
Além das peças já conhecidas do público, a exposição apresenta duas estreias absolutas. A primeira é Pinturas em Croché, uma série que transforma o croché em linguagem pictórica, inspirada num padrão criado por Josef Hoffmann e utilizado por Valentino numa coleção de 1989. A segunda é Sacro Cuore, uma escultura têxtil suspensa concebida especialmente para esta edição da mostra.
Esta exposição propõe um encontro entre diferentes formas de expressão artística. Por um lado, celebra o artesanato e a criação manual. Por outro, evidencia a sofisticação da alta-costura. O resultado é uma experiência onde Lisboa e Roma, moda e arte contemporânea se cruzam para mostrar como a criatividade pode transformar o quotidiano em algo extraordinário.


